de Marx, Engels, Lenine, Estaline, Mao Tsé-tung e outros autores
Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007
Que fazer? V-2- Plano de um jornal público para toda a Rússia

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V Parte - 1

 

c) Qual o tipo de organização de que necessitamos?

O leitor pode ver, pelo que foi dito anteriormente, que a nossa "táctica-plano" consiste em recusar o apelo imediato à ofensiva, em exigir a organização de um "assédio ordenado da fortaleza inimiga", ou dito de outra forma: em exigir a concentração de todos os esforços para recrutar, organizar e mobilizar um exército permanente. Quando zombamos do Rabótcheie Dielo, que de um salto abandonou o "economismo" para se atirar aos gritos sobre a necessidade da ofensiva (gritos que irromperam em Abril de 1901, no nº' 6 da Listok do "Rabótcheie Dielo"), este jornal naturalmente nos atacou, acusando-nos de "doutrinarismo", de incompreensão do dever revolucionário, de apelo à prudência etc. Naturalmente, tais acusações, na boca dessa gente, não nos surpreenderam absolutamente, pois, não tendo essas pessoas princípios estáveis, escondem-se atrás da profunda "táctica processo"; também não nos surpreenderam as acusações de Nadejdine, que manifesta apenas o mais soberbo desprezo pelos princípios firmes de programa e de táctica.

Diz-se que a história não se repete. Nadejdine esforça-se de todas as maneiras para repeti-la e imita com ardor Tkatchev, denegrindo "a educação revolucionária", clamando sobre a necessidade de "fazer soar o toque de rebate", pregando o "ponto de vista particular da aurora da revolução" etc. Ao que parece, Nadejdine esquece a conhecida frase que diz: se o original de um acontecimento histórico é uma tragédia, a sua cópia é apenas uma farsa. A tentativa de tomada do poder, preparada pela propaganda de Tkatchev e realizada pelo terror, instrumento de "intimidação" e que realmente intimidava nessa época, era majestosa, enquanto o terrorismo "excitativo" desse Tkatchev em ponto pequeno é simplesmente ridículo, e ridículo sobretudo quando se combina com o seu projecto de organização dos trabalhadores médios.

"Se o Iskra", escreve Nadejdine, "saísse da esfera da literatura falsificada, veria que tais coisas (por exemplo, a carta de um operário publicada no nº 7 do Iskra etc.) são sintomas que atestam que a "ofensiva"' está muito, muito próxima, e que falar agora (sic) de uma organização onde todos os fios estariam unidos a um jornal para toda a Rússia, é produzir ideias abstractas e trabalho de gabinete em profusão." Vejam um pouco essa confusão inimaginável! De um lado, prega-se o terrorismo excitativo e "a organização dos trabalhadores médios", declarando que isso "será feito de modo muito mais rápido pelo agrupamento em torno de algo "mais concreto", por exemplo, em torno de jornais locais; de outro lado, pretende-se que falar "agora" de uma organização para toda a Rússia, é produzir em profusão ideias abstractas, isto é, para ser mais franco e simples, que "agora" já é muito tarde! E também não será muito tarde, respeitável L.Nadejdini para uma "organização ampla de jornais locais"? Comparem a isso o ponto de vista e a táctica do Iskra: o terrorismo excitativo é uma infantilidade; falar da organização particular dos trabalhadores médios e de uma ampla organização de jornais locais é escancarar as portas ao "economismo". É preciso falar de uma única organização de revolucionários para toda a Rússia, e não será tarde para falar dela mesmo no próprio momento em que começar a verdadeira ofensiva, e não uma ofensiva formulada no papel:

"Sim", prossegue Nadejdine, "no que diz respeito à organização, a nossa situação está longe de ser brilhante; sim, o Iskra tem toda a razão em dizer que o grosso das nossas forças militares é constituída de voluntários e insurrectos... Está certo que considerem efectivamente o estado das nossas forças. Mas, por que se esquecem que a multidão não está connosco em tudo e que, por conseguinte, não nos perguntará quando será preciso abrir as hostilidades e lançar-se ao 'motim'... Quando a própria multidão intervier com a sua força destrutiva espontânea, será capaz de triturar, de esmagar o "exército regular", no qual se propunha que se procedesse a uma organização rigorosamente sistemática, mas que não estava maduro para tal". (Ênfase nossa).

Lógica espantosa! É precisamente porque "a multidão não está connosco", que é pouco razoável e é inconveniente proclamar "a ofensiva" imediata, pois a ofensiva significa o ataque de um exército regular, e não a explosão espontânea de uma multidão. Precisamente porque a multidão é capaz de triturar e esmagar o exército regular, é absolutamente necessário que o nosso trabalho de "organiza­ção rigorosamente sistemática", no exército regular, "se combine" com o impulso espontâneo, pois haverá maiores oportunidades para que o exército regular não seja esmagado pela multidão, mas marche à sua frente, se nos apressarmos em proceder a essa organização. Nadejdine, engana-se, porque imagina que esse exército organizado sistematicamente age de forma a afastar-se da multidão, enquanto, na realidade, se ocupa de uma agitação política intensificada e multi­forme, isto é, de um trabalho que tende justamente a aproximar e fundir a força destrutiva espontânea da multidão e a força destrutiva consciente da organização dos revolucionários. A verdade é que os senhores atribuem aos outros as vossas próprias faltas; e é precisamente o grupo Svoboda que, introduzindo o terrorismo no programa, exorta assim à criação de uma organização de terroristas, ora, tal organização impediria na verdade o nosso exército de se aproximar da multidão que, infelizmente, ainda não está connosco, e, infelizmente, não nos pergunta ou raramente nos pergunta, como e quando é preciso abrir as hostilidades.

"Não veremos chegar a revolução", continua Nadejdine ameaçando o Iskra, "da mesma forma que não vimos chegar os acontecimentos actuais, aconteci­mentos que nos apanharam de surpresa". Esta frase, juntamente com as citadas anteriormente, demonstra-nos claramente o absurdo do "ponto de vista da aurora da revolução", elaborado pela Svoboda[1]. Esse "ponto de vista" especial reduz-se, propriamente, a proclamar que "agora" é muito tarde para decidir e para a preparação. Mas, então, respeitável inimigo da "literatura falsificada", porquê escrever 132 páginas impressas sobre "os problemas de teoria[2] e de táctica"? Será que não percebem que, do "ponto de vista da aurora da revolução" seria melhor lançar 132.000 folhas volantes com este breve apelo: "Abaixo o inimigo!"?

Aqueles que como o Iskra colocam a agitação política entre todo o povo na base do seu programa, da sua táctica e do seu trabalho de organização, correm menos riscos de deixar a revolução acontecer sem percebê-la. As pessoas que, em toda a Rússia, se ocupam em entrançar os fios de uma organização, fios a serem ligados a um jornal para toda a Rússia, não deixaram de perceber os acontecimentos da Primavera; pelo contrário, ofereceram-nos a possibilidade de predizê-los. Não deixaram passar desapercebidas as manifestações descritas nos números 13 e 14 do Iskra: pelo contrário, compreendendo o seu dever de auxiliar o impulso espontâneo da multidão, participaram nessas manifestações e, ao mesmo tempo, contribuíram através do seu jornal para que todos os camaradas russos percebessem o seu carácter e utilizassem a sua experiência. Se continuarem vivos, verão acontecer a revolução que exigirá de todos nós, antes e acima de tudo, a experiência em matéria de agitação, e que saibamos sustentar (à maneira social-democrata) todos os protestos, dirigir o movimento espontâneo e preservá-lo dos erros dos seus amigos e ciladas dos seus inimigos!

Chegamos, assim, à última consideração que nos força a insistir, de forma particular, no plano de organização em torno de um jornal para toda a Rússia, através da colaboração de todos para esse jornal comum. Apenas essa organização poderá assegurar, ao empreendimento de combate social-democrata, a flexibilidade indispensável, isto é, a faculdade "de evitar a batalha em terreno descoberto com um inimigo numericamente superior, que concentrou as forças num único ponto e a faculdade de aproveitar a incapacidade do inimigo, quanto à estratégia militar, para atacá-lo onde e quando menos o espera"[3]. Seria um gravíssimo erro estruturar a organização do Partido contando apenas com as manifestações e combates de rua, ou com "a marcha progressiva da obscura luta quotidiana". Devemos realizar sempre o nosso trabalho quotidiano e devemos estar sempre prontos para tudo, porque com muita frequência é quase impossível prever a alternância dos períodos de explosão e dos períodos de calma momentânea; e quando é possível prevê-los, não se pode tirar partido disso para reorientar a organização pois num país autocrático a situação muda com assombrosa rapidez: às vezes basta uma rusga nocturna dos janízaros czaristas. E não seria possível imaginar a própria revolução sob a forma de um acto único (como parece fazer Nadejdine): a revolução será uma sucessão rápida de explosões mais ou menos violentas, alternadas com algumas fases de calma momentânea mais ou menos profunda. Por isso, a actividade essencial do nosso Partido, o palco da sua actividade, deve consistir num trabalho que seja possível e necessário tanto nos períodos de mais violenta explosão como nos de calma absoluta, isto é, deve consistir num trabalho de agitação política unificada para toda a Rússia, que ilumine todos os aspectos da vida e se dirija às massas em geral. Ora, esse trabalho é inconcebível na Rússia actual sem um jornal que interesse a todo o país e apareça com bastante frequência. A organização a ser constituída por si mesma em torno desse jornal, a organização dos seus colaboradores (no sentido amplo de palavra, isto é, todos aqueles que trabalham para ele) estará pronta para tudo, para salvar a honra, o prestígio e a continuidade no trabalho do Partido nos momentos de grande "depressão" dos revolucionários, e para preparar, determinar o início e realizar a insurreição popular armada.

Suponhamos que ocorram prisões, o que é muito comum entre nós, numa ou várias localidades. Como todas as organizações locais não trabalham numa única obra comum e regular, essas detenções são seguidas, frequentemente, pela suspensão da actividade por vários meses. Mas, se todas trabalhassem para uma obra comum, mesmo que as detenções fossem muitas, bastaria algumas semanas e duas ou três pessoas enérgicas para restabelecer o contacto dos novos círculos de jovens com o organismo central, círculos esses que, mesmo agora, surgem de maneira muito rápida, e que surgiriam e estabeleceriam ligações com esse centro de modo ainda muito mais rápido se essa obra comum, que sofre as consequências das detenções, fosse bem conhecida de todos.

Suponhamos, por outro lado, que houvesse uma insurreição popular. Sem dúvida que hoje todos concordam que devemos pensar e preparar-nos para isso. Mas como preparar-nos? Terá um comité central que designar agentes em todas as localidades para preparar a insurreição? Mesmo que tivéssemos um comité central que tomasse essa medida, nada poderia obter nas condições actuais da Rússia. Ao contrário, uma rede de agentes[4] que se formasse por si própria traba­lhando para a criação e a difusão de um jornal comum, não "esperaria de braços cruzados" a palavra de ordem de insurreição; realizaria exactamente uma obra regular, que lhe permitiria maiores hipóteses de sucesso em caso de insurreição. Obra essa que reforçaria os laços com as massas operárias, em geral, e com todas as camadas da população descontentes com a autocracia, o que é tão importante para a insurreição. É fazendo esse trabalho que aprenderíamos a ava­liar, com exactidão, a situação política geral e, por conseguinte, a escolher o momento favorável à insurreição. É nesta espécie de acção que todas as organi­zações locais aprenderiam a reagir simultaneamente aos problemas, incidentes ou acontecimentos políticos que apaixonam toda a Rússia, a responder a esses "acontecimentos" da forma mais enérgica, uniforme e racional possível. Pois, no fundo, a insurreição constitui a "resposta" mais enérgica, uniforme e racional de todo o povo ao governo. Tal acção ensinaria, de forma precisa, a todas as organi­zações revolucionárias, em todos os pontos da Rússia, a manter entre si relações mais regulares e, ao mesmo tempo, mais clandestinas, relações que dariam ori­gem à unidade efectiva do Partido, e sem as quais é impossível discutir colecti­vamente o plano de insurreição e tomar, às vésperas dessa insurreição, as medi­das preparatórias necessárias, que devem ser mantidas no mais rigoroso sigilo.

Numa palavra, o "plano de um jornal político para toda a Rússia" não é fruto de um trabalho de gabinete, realizado por pessoas corrompidas pelo doutrinarismo e pela "literatura falsificada" (como pareceu a pessoas que não reflectiram o bastante sobre ele); pelo contrário, é um plano principalmente prático  para que nos possamos preparar para a insurreição, imediatamente e de todos os lados, sem que o trabalho normal e quotidiano seja esquecido por um instante.

 

Conclusão

[1] Às Vésperas da Revolução, p. 62. – Lenine.

[2] Aliás, em sua "Revisão de questões da teoria", L.. Nadejdine quase nada disse sobre a teoria, salvo a seguinte passagem, extremamente curiosa do "ponto de vista da aurora da revolução": "O bernsteinismo, no seu conjunto, perde neste momento a sua acuidade, de forma que para nós tanto faz se é o Sr. Adamovitch quem diz ser o Sr. Struve quem merece a punição, ou o contrário, se é o Sr. Struve quem responde a Adamovitch, recusando-se a aceitar a demissão, pois, aproxima-se o momento decisivo da revolução" (p. 110). Seria difícil ilustrar com maior relevância a despreocupação sem limites de L. Nadejdine pela teoria. Como proclamamos já estarmos "às vésperas da revolução", portanto, “para nós tanto faz" que os ortodoxos consigam ou não desalojar definitivamente os críticos de sua posição! E o nosso sábio não nota que é precisamente durante a revolução que necessitaremos dos resultados da nossa luta teórica contra os críticos, para combater resolutamente as suas posições práticas! – Lenine.

[3] Iskra, nº' 4. "Por Onde Começar?" - "Os educadores revolucionários, que não adotam o ponto de vista da aurora da revolução, não se deixam de forma alguma perturbar pela extensão do trabalho", escreve Nadejdine (p. 62). Quanto a isso faremos a seguinte observação: se não soubermos elaborar uma táctica política, um plano de organização para um período bastante longo, e que assegure, pelo próprio processo desse trabalho, a preparação de nosso partido para ocupar o seu posto e cumprir o seu dever nas circunstâncias mais inesperadas, por mais rápido que seja o curso dos acontecimentos, não seremos mais do que miseráveis aventureiros políticos. Somente Nadejdine, que apenas desde ontem se auto-intitula social-democrata, poderia esquecer que a social-democracia tem por objetivo a transformação radical das condições de vida de toda a humanidade, e que, por conseguinte, não é permitido a um social-democrata deixar-se "perturbar" pela extensão do trabalho. – Lenine.

[4] Ai, ai! Eis que me escapou de novo a horrível palavra "agente", que tanto fere o ouvido democrático dos Martynov! Parece estranho que tal palavra não tenha ferido os corifeus da década de 70, e magoe os diletantes da década de 90. É uma palavra que me agrada, pois indica nitidamente e com precisão a causa comum à qual todos os agentes subordinam os seus pensamentos e acções, e se fosse preciso substitui-la por outra, apenas poderia pensar na palavra "colaborador", se não tivesse certo sabor de literatura falsificada e de amorfismo. Ora, precisamos de urna organização militar de agentes. Quanto ao resto, os Martynov, tão numerosos (principalmente no estrangeiro), e que de bom grado se ocupam em "promoverem-se mutuamente a general", poderiam dizer, em vez de "agente do serviço de passaportes", "comandante-chefe de uma divisão especial para o suprimento de passaportes aos revolucionários", etc. – Lenine.


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publicado por portopctp às 16:04
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